E eu volto pra lembrar que a gente cresceu…

“Pelos anos e milhas entre nós
Tem sido uma longa e solitária estrada
Mas se eu tiver uma chamada na calada da noite
Eu estarei bem aí do seu lado.”
(Bon Jovi - Blood On Blood)

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Cler, Carol, Rodrigo, Gabi e Max:
“Pra lembrar quem eu sou/Pra salvar o que ainda restou / do nosso tempo…”

 

Show da Cidadão Quem no Theatro do Bourbon Country. Lotado. Lindo e inesquecível. Sobre o show, falo neste no Hit Na Rede, meu filho favorito quando o assunto é blog. Aqui, utilizo o espaço para falar da coisa mais sensacional que poderia ocorrer num show da Cidadão: reencontrar os amigos feitos por meio da banda nove anos depois.

Quando a Carol falou sobre o show, eu sinceramente pensei em não ir. Não pela banda, mas por uma situação pessoal que, para mim, não seria compatível com um show da Cidadão Quem. Mas amigo que é amigo não desiste.

- Cler, faço o seguinte: compro nossos ingressos e, se tu for, depois tu me paga. Se tu não for, eu vendo, afinal, quem não vai querer ingressos para Cidadão Quem na primeira fila?

Realmente, quem não compraria? Sei que as centenas de pessoas que souberam que os ingressos já tinham se esgotado muito antes da apresentação pagariam qualquer valor pelo privilegiado local.

Só que, naquela semana, o universo conspirou para que eu não fosse. Na verdade, fiquei sabendo que seria possível estar lá em hora e local marcado somente quando subi no ônibus para Porto Alegre. Até ali, tudo estava dando errado.

Quando avistei a Carol fui recoberta por uma sensação de conforto. Afinal, não havia apenas avistado a Carol, mas sim o sorriso de amizade que sempre dispensou à mim em todas as vezes que nos encontrávamos. Haviámos nos visto no show do Pato Fu, há uns três meses. Antes disso, apenas em 2004 quando a Cidadão gravou o Acústico no Theatro São Pedro.

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Mas nem sempre foi assim. Houve uma época em que nos víamos quase todos os meses por conta da banda. Rádio, especiais, shows, cinemas, reuniões com a banda ou em casa de outros fãs. Além disso nos falávamos horas por telefone no tempo em que a internet, pra mim, era apenas um conceito.

Depois de darmos uma volta no shopping ela diz: “o Tavares também está por aí.. vamos ver se achamos ele”. Alguns segundos depois eu vejo uma galera bem a minha frentre e o cara, com os dois braços pra cima, gritando: Cleeeeeeeeeeeeeeeer!!

Pensar? Neeeeeeem pensar! Era tudo muito rápido para eu poder assimilar. E me abraçou jogando, de forma amigável, o tempo que já tinha se passado desde a última vez que nos vimos:

- A última vez que eu te vi foi quando a galera foi ao cinema assistir A Bruxa de Blair !!!! Nove anos, cara! Nove anos!!!

Nove anos… Eu, em estado de choque. E ele continuou:

- Esses tempos entrei no teu blog. Li alguma coisa que tu escreveu sobre o álbum 7. Pensei: Meu, a Cler tá viva ainda!! Que legal…

Já recuperada do susto, percebo a Gabi Peruffo, amiga de longa data, da mesma época dos demais, e o Max que, carregava na cabeça o boné que era do Cau. Todos sorrindo e com discretos ares de felicidade. Não havia como disfarçar. Deu falta de ar ver todo esse povo ali, naquele shopping, nove anos depois, reunido para assistir Cidadão Quem, como nos velhos tempos.

No Hall de entrada, encontramos outras companheiras de empreeitadas: a Débora Zimmer, a Bina, a Michele, a Lela e talvez mais pessoas que agora eu simplesmente não lembro. Era muita gente e pouco tempo…

“Maldita velocidade! Por que o tempo era assim comigo? Sempre passava lento e quando mais precisava dele ele não me esperava, não me dava condições de analisar com calma as oportunidades” (A Casa da Esquina - Duca Leindeker)

Aqueles piás se transformaram em profissionais, mas quando se encontram, o sorriso é o mesmo: eu sou assessora de imprensa (e blogueira nas raras horas vagas) a Carol é Fisioterapeuta (e fala do que faz com paixão!), a Gabi é professora (imagino ela com seus aluninhos. Ela adora!), o Tavares é baixista da Fresno (uma das bandas de maior sucesso do país), a Débora é psicóloga, a Lela é estuda não-sei-o-que de Administração (é um nome enorme, mas deve ser chique…), o Max, a Bina e a Michele, não lembro agora qual é.. sorry.

E era engraçada a forma como tudo aconteceu.. quantas coisas tínhamos pra contar, pra rir, pra relembrar:

Rodrigo: Quando eu conheci a Cler eu estava na beira da estrada pedindo uma carona para um show da Cidadão. Um cartaz “carona pra Harmonia, por favor!” e uma nota de R$ 5, toda molhada na mão…

Carol: lembra que foi naquele show de São Sebastião do Caí…

Gabi: Acho que foi em Gramado…

Carol: Não! Acho que foi quando a gente…

Gabi: Lembra que a gente ia assistir Cidadão no Rock in Rio?

Galera perdida!

Na verdade, a moral da história é: não importa o tempo e a distância: amigos são amigos e era isso.

Esse reencontro me fez lembrar de uma música da Bon Jovi - Blood On Blood a qual, faço questão de colocar aqui. Cada um que adapte de acordo com a sua realidade e viva suas amizades, intensamente…

Blood On Blood

Eu ainda posso lembrar
Quando era apenas um garoto
Quando amigos eram amigos para sempre
E o que você falava era o que você fazia

Bem, era eu e Danny e Bobby
Nós cortamos as mãos uns dos outros
E agarramos a uma promessa
Que somente irmãos entendem

Mas éramos tão jovens (tão jovens)
Um por todos e todos por um (por um)
Tão certo como o rio corre

Sangue por sangue
Um por um
Nós devemos estar juntos
Quando tudo estiver dito e acabado
Sangue por sangue
Um por um
E estarei aqui para você
Até o reino chegar
Sangue por sangue

Bem, Bobby era nosso herói
Porque ele tinha uma identidade falsa
Eu fui pego roubando cigarros
E ele tomou a pancada por mim

Danny conheceu essa branquela suja
Nós lançamos a sorte
Ela nos levou para esse motel barato
E nos transformou em homens

Agora, Bob é um advogado da cidade grande
Danny é um médico
E eu, sou apenas o cantor
De uma banda de rock n´roll

Pelos anos e milhas entre nós
Tem sido uma longa e solitária estrada
Mas se eu tiver uma chamada na calada da noite
Eu estarei bem aí do seu lado.

Para Pitombinha: ainda não é o tipo de post que te fez começar a curtir blog, mas sei que você e os demais leitores irão me perdoar… afinal, amigos especiais merecem um espaço especial.

Leia Tambm:

Hit Na Rede
Comentários

Mais alguns momentos mágicos para entrar no nosso histórico de CQ!! Vozes, sorrisos, abraços!!! Alegria demais!!

LINDO

“Amizade é um amor que nunca morre”
M. Quintana

Ohnnn, Cler!

Olhe, esse fim de semana eu passei com os meus amigos mais queridos (e que infelizmente eu menos vejo, já que cada um foi para um canto do país) e não poderia ter gostado mais do seu Post!
Eu sei como é gostoso estar com pessoas que fazem a nossa vida ser mais especial =}

Beijinhos, Flor!
Fiquei lisonjeada de ser citada no Post, hihihihi

15 ANOS DE AMIZADE E DE HISTÓRIAAAAAAAA!
FOI PERFEITOOOOOOOOOOO, LI O TEXTO E CHOREI…
SIMPLISMENTE EMOCIONANTE…
A AMIZADE COM CERTEZA É SINCERA…MUITO BOM…
AMO TODOS VCS!!!!!!!!!!!!!!
BJS BINA

PS: VAMOS NO SHOW DE VERANOPOLIS???

Oiii, Cler…
Agora teremos o duo Duca Leindecker e Humberto Gessinger pra assistir juntos.
Senti não ter feito um vídeo da galera se reencontrando e dos pulos e entusiasmo do Tavares… na certa se mandasse pra banda, entraria no DVD.

[…] nascidos quando comecei a curtir a banda. Foi por meio da Cidadão Quem que descobri muita coisa, fiz muitos amigos de maneira que, se eu ousasse contar a história da minha vida sem ela, boa parte seria perdida. A […]

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